
O feriado da Sexta-feira Santa não foi de descanso para muitos moradores de Belmonte que precisaram utilizar a balsa que liga Santa Cruz Cabrália ao distrito de Santo André. Pelo contrário, o sentimento foi de indignação após a cobrança de R$ 30,70 para a travessia de veículos de passeio — valor considerado abusivo por moradores, que alegam pagar o mesmo que turistas.

A reclamação ganhou força nas redes sociais e reacendeu a discussão sobre a chamada “tarifa de nativo”. A principal reivindicação é que moradores de Belmonte tenham o mesmo direito concedido aos residentes de Cabrália, pagando valores reduzidos. A proximidade entre os municípios gera uma dependência diária para acesso a serviços, comércio e saúde, o que torna a cobrança ainda mais sensível para quem precisa utilizar a balsa com frequência.

O impasse, no entanto, esbarra em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado em 2019, que limita o benefício apenas aos moradores de Cabrália. Diante disso, o presidente da Câmara de Belmonte, Luluca da Ambulância, anunciou que pretende intensificar a pressão política para buscar uma solução. A proposta é reunir lideranças como Iêdo Elias e Girlei Lage, além de representantes legislativos e da concessionária, na tentativa de rever o acordo e aliviar o impacto financeiro sobre a população.













