Fabio Pegos

Quando iniciar a HD em UTIs?


O recrudescimento de pacientes com comprometimento renal que demandam de suporte em terapia renal substitutiva tem sido expressivo em unidades de terapia intensiva. O percentual elevado se justifica frente ao variado esquete de fatores predisponentes para a lesão renal aguda, destacando-se prioritariamente os traumas, infecções e intoxicações. Não diferentemente, paciente portadores de comorbidades crônicas com quadro agudizado e a queda na qualidade de vida são fatores que corroboram para o prejuízo da funcionalidade renal.  Há de se ponderar quando iniciar oportunamente a terapia renal dialítica avaliando os benefícios do início precoce, bem como o estadiamento do agravo renal e a indicação da hemodiálise posterior. Portanto avaliar os escorres de risco, frequência das sessões e tempo de ultrafiltração são aspectos prioritários para iniciar a propedêutica.A indicação formal obedece critérios técnicos pós avaliação e diagnóstico clínico e laboratorial  pela nefrologia. O déficit da manutenção da homeostase e o prejuízo acumulativo das escórias metabólicas e o espectro variado de repercussões cardíacas, respiratórias e nervosas denota a premência em iniciar a terapia em situações de urgência minimizando assim o risco de mortalidade. Quando comparado o perfil e disponibilidade de hemodiálise no País, se constata que as formas de remediação não dialíticas são a primeira linha de intervenção para a abordagem ao comprometimento renal, infelizmente não totalmente eficazes e após a não resolutividade  inicia-se um verdadeiro êxodo em prol de uma vaga em unidades de urgência e emergência que detenha a disponibilidade de filtração extracorpórea pelo serviço de regulação para que pacientes com injúria renal onde oligúria/anúria evidente e taxa de uréia e creatinina acima do escore suportável, desequilíbrio iônico importante com repercussões danosas em órgãos e sistemas dialise o quanto antes. Epidemiologicamente, pacientes clínicos, obstétricos, grandes queimados e cirúrgicos podem apresentar lesão renal aguda, quando hipercalemia constatada, síndrome urêmica instaurada e desequilíbrio ácido básico evidenciado. Pela ausência de um marcador biológico fidedigno e a falta de um consenso das equipes intensivas, o nuance de iniciar ou protelar o início da TRS continua sendo um ponte de corte das discussões a respeito do paciente com deterioração da função renal avaliar sobrecarga hídrica e intoxicação urêmica. 

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