‘Proibidão’ pela Anvisa, ‘melzinho do amor’ faz sucesso

“Bem trajado e com melzinho”, é o que diz um dos funks do momento e o que garante um dos puxadores da rua 25 de Março, no centro de São Paulo, ao ser perguntado sobre o “melzinho do amor”. Como muitos rapazes posicionados ali, ele segura uma espécie de menu com imagens de tênis, roupas e joias que podem ser encontrados no paraíso do comércio popular do Brasil. O item solicitado não aparece no folheto plastificado, mas ele garante a entrega ali mesmo, em alguns minutos. “É só estoque, patrão. A gente que trabalha aqui retira e entrega na rua pro cliente.” Melzinho do amor, melzinho árabe e melzinho da revoada são alguns dos nomes de um produto que viralizou entre os jovens em busca de uma noitada da boa — e, em tempos de pandemia, muitas vezes clandestina. Não se trata de bebida alcoólica, uma droga nova, mas do “puro mel da montanha”, conforme diz a caixa com inscritções em árabe. Não demorou para que muitas músicas do funk (mas não só) citassem o famoso melzinho, fazendo propagar ainda mais a fama do tal néctar: a de um poderoso estimulante sexual que faz “milagres”.

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