Fabio Pegos

O emprego dos cateteres na TRS

Dando prosseguimento às discussões sobre a utilização, manejo e cuidados com os cateteres na terapia renal substitutiva, vale destacar como questão prioritária os locais preferenciais com menor percentual de complicações, a saber a jugular interna direita do que no acesso femoral, porém ambas melhores do que no acesso em subclávia. É importante destacar que o índice de massa corpórea é um fator condicionante para a escolha de locais para a inserção. Todavia,  é imperativo que os pacientes não permaneçam tempo demasiadamente longo com cateteres, principalmente os não tunelizados. No tocante ao funcionamento é condição sine qua non a manutenção de fluxo e sem a inferência de falta de água na sessão, acotovelamento dos cateteres, ocorrência da hipotensão, distúrbios de coagulação, dentre outros para que a sessão possa transcorrer adequadamente. A baixa depuração de uréia, o soar constante dos alarmes de pressão positiva e negativa devem atinar nossa atenção para igualmente a possibilidade de atrapalhar o andamento da sessão.   A inversão das linhas, flushes, utilização de vitamina C  e a manipulação do cateter, a utilização de anticoagulantes podem ajudar a remediar as interrupções durante as sessões. Evidentemente, é salutar frisar a importância das medidas de biossegurança para a inserção dos cateteres devido aos seus riscos, independente de sua grande importância. A  trombose vascular associada aos cateteres de hemodiálise em pacientes intensivos é possível, e quando constatada o indicado é a substituição do cateter e tratamento no local de acesso. Em geral, as negativações colocam em risco a continuidade da sessão de hemodiálise, para tanto o manejo do cateter, mudar a posição do paciente e a utilização de flushes podem ajudar na prevenção da mesma. Sobretudo, a correlação de cateteres com os quadros infecciosos corroboram para o aumento da morbimortalidade em renais agudos e crônicos. Portanto, a identificação de sinais flogísticos no local de acesso e sua comprovação laboratorial, a retirada do cateter e a avaliação da ponta do mesmo, além da adição de antibioticoterapia devido à constatação da presença também de biofilme, algo esperado na colonização de cateteres, são os passos a serem dados neste tipo de intercorrência.

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