Fabio Pegos

Doença Cardiovascular na DRC III(Miocardiopatia e insuficiência cardíaca)

Dentre os determinantes mais complicadores na doença cardiovascular nos portadores de doença renal crônica, a insuficiência cardíaca  desponta entre os dialíticos, sendo caracterizada por hipervolemia e por conseguinte o edema agudo de pulmão que tornar-se-a um complicador acentuado para a hematose  reverberando na dispnéia. Sabido do comprometimento cardíaco esquerdo que relaciona-se com o aporte de preenchimento sanguíneo na câmera ou e força de pós carga quer seja decorrente de hipertrofia de ventrículo esquerdo ou hipertensão arterial sistêmica, isquemias ou miocardiopatias que corroboram para o agravamento do paciente. 
Pacientes em TRS possuem como ponto áureo na propedêutica a manutenção do peso seco, evitando a sobrecarga e consequências das descompensações acentuadas no período interdialítico. O edema agudo de pulmão por decorrência do balanço negativo do paciente, gerando efeitos cumulativos, é um dos aspectos de maior atenção no cuidado do paciente renal. A hipotensão em diálise que ocorre em cerca de  20% das sessões tem sua causa na diminuição do volume sanguíneo, seja por redução da capacidade vasoconstritora ou fatores intrínsecos do coração. Ainda é possível que a contaminação da água por endotoxinas tenha interferência na pressão arterial, dentre outros aspectos. O importante é atentar que por deveras a hipotensão seja um dos sintomas de IC em  renais dialíticos. A rastreabilidade se dá por meio de ecocardiograma, com o intuito de identificar as alterações decorrentes dos eventos isquêmicos e da HVE. Discernente à propedêutica da IC em DRC, consiste em restrição do consumo de sal e atenção rigorosa no controle de volume. A farmacoterapia para a IC não goza de consenso absoluto, pois possui nuances e condicionantes que deverão ser considerados para cada paciente. Quanto aos inibidores da ECA, todavia deve-se redobrar a atenção no uso devido à ocorrência de hipotensão. Os betabloqueadores devem ser analisados criteriosamente quanto à sua excreção, daí o motivo de atentar para dose e situações a serem utilizados, em especial se os pacientes são dialisados em baixo ou em alto fluxo.  Os bloqueadores da aldosterona que possuem benefícios, em especial na remodelagem cardíaca, igualmente, devem ser considerados o risco de viabilizar a hipercalemia em renais. Os glicosídeos cardíacos, se recomenda a utilização alternada com doses baixas, evitando doses de ataque.  

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