Distúrbios acidobásicos


A priori uma das funcionalidades mais essenciais desempenhadas pelos rins, é o equilíbrio ácido-base que trás na interface na manutenção do pH e da regulação do dióxido de carbono. A diminuição e elevação do pH estão diretamente relacionadas como fatores desencadeantes proporcionados pela disfunção renal e respiratória, respectivamente, a acidose e alcalose podem ser de origem metabólica ou respiratória. Vale destacar que concomitante a essas alterações renais e respiratórias, comumente tanto rins e pulmões desencadeiam mecanismos regulatórios.É condição sine qua non que a avaliação minuciosa possibilite a identificação de condicionantes na anamnese, tais como os fatores de risco mais comuns, como doenças pulmonares obstrutivas crônicas, diabetes mellitus, tabagismo e insuficiência cardíaca, dentre outras. O padrão respiratório irregular, alteração no nível de consciência, risco de hipovolemia, histórico de fraqueza, poliúria e polidipsia em crianças e adolescentes são achados importantes e devem ser considerados. Dentre os aspectos preponderantes para avaliação diagnóstica do distúrbio acidobásico, a gasometria é o exame de corte, podendo ser realizados outros cpm fins de identificação etiológica. Na acidose metabólica, o pH encontra-se < 7,35  e o HCO3 < 22 mEq/L. Caracteriza-se por um processo fisiopatológico que promove a queda do HCO3. Pode ser de etiologia renal ou digestiva (acidose hiperclorêmica do tipo 1) e consumo excessivo de tamponamento (acidose normoclorêmica tipo 2). Dentre as causas do tipo 1 estão: Perdas excessivas de bases (diarreias e vômitos); Abuso de analgésicos; Pielonefrite; Uropatias; LES; Envenenamentos- cloreto de amônio, agentes tóxicos, metais; Obstrução de alça intestinal; Hidronefrose; Síndrome nefrótica, dentre outras. As causas do tipo 2 são:  Elevação de ácido láctico na glicogenólise muscular (aumento do trabalho respiratório); Cetoacidose diabética; Alcoólica e inanição; IRA; IRC; Intoxicação por salicilatos, etilenoglico; Hipóxia; Insuficiência respiratória e choque circulatório; Hipertermia; Doenças Infecciosas; anorexia.  As manifestações clínicas na acidose metabólica leve,  são aquelas decorrentes da própria intoxicação. Nos casos de acidose mais grave (pH < 7.2, bicarbonato < 13 mEq/L), independente da causa de base, podem ser produzidos efeitos diretos cardiovasculares, respiratórios (elevação na ventilação alveolar, reduzindo a PCO₂) gastrointestinais e em SNC. A contratilidade do miocárdio é afetada e pode progredir para choque circulatório. A respiração se torna anormal, mais profunda e então mais frequente. A depressão de SNC evolui para o coma. Dor abdominal e náusea podem estar presentes. Hipercalemia é uma complicação da acidose, que resulta em potencial risco de morte.

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