Fabio Pegos

Comprometimento renal em pacientes com câncer

A caracterização da lesão renal aguda de fundo pós-renal tem no espectro das complicações principais as tumorações, onde as obstruções do trato urinário possuem considerável incidência de 2 – 10% dos casos. Dentre as causas intra e extra renal estão os cálculos, os coágulos, a bexiga neurogênica e o carcinoma de bexiga.As ocorrências obstrutivas que evoluem para o impacto da funcionalidade renal tem no crescimento e metástase tumoral as preocupações mais acentuadas, daí a importância do reconhecimento da causa obstrutiva, através da avaliação diagnóstica precoce, através de parâmetros clínicos, laboratoriais e sobretudo de imagem, melhorando o prognóstico com um manejo adequado evitando irreversibilidade da disfuncionalidade renal, garantindo o fluxo de diurese, quer seja por cateterismo vesical ou conduta endourológica, até a intervenção cirúrgica ou terapia renal substitutiva. Para tanto, a de se considerar localidade, extensão e comprometimento da obstrução para que a conduta seja definida. Quanto aos achados mais comuns estão a hidronefrose.  Discernente, as emergências oncológicas que reverberram no comprometimento renal, decorrente dos produtos resultantes da propedêutica oncológica que trazem sobrecarga na excreção renal, além de provocar alterações metabólicas importantes, como a hiperfosfatemia, hipocalcemia e a formação de cálculos de oxalato e ácido úrico. No nefrointensivismo, vários autores enfatizam que na Síndrome de Lise Tumoral 45% dos pacientes apresentam LRA e 25% necessitam de suporte dialítico. O perfil de mortalidade é alto chegando a 66% nos pacientes com LRA decorrente da hiperfosfatemia e hiperpotassemia, diferentemente dos 21% que não possuem comorbidade renal. No manejo de pacientes oncológicos com lise tumoral, as atenções se voltam para o preparo adequado anterior à sessão de quimioterapia, focando na hidratação venosa, pensando igualmente na correção de hipervolemia, suspensão do uso de contraste iodado, bem como uso de AINES. Portanto o monitoramento do fluxo de diurese é condição sine qua non para a avaliação. 

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