BEBEL’ PARA OS MAIS CHEGADOS

‘BEBEL’ PARA OS MAIS CHEGADOS

EIS, ENTÃO, DE MODO LITERAL

A construção da estrada Belmonte a Canavieiras envolve promessas desde muito tempo. Para se ter uma ideia, antes de 1979, ano da primeira ordem de estudos de terreno, traçados etc. etc. –e até licitação– do governo baiano, elas já habitavam o noticiário e, palanques eleitorais. De lá para cá, lá se vai quase um quarto de século e, de concreto, ‘nadica de nada’. Acentue-se que nesse período todos os governadores –sem exceção– continuaram prometendo e realizando estudos, os quais foram tantos que, no anedotário das referidas cidades se tem que o dinheiro neles despendidos, daria para custear de maneira tranquila duas rodovias pavimentadas. Diante do desfile do Estado baiano de irrealizados compromissos, rebocado como jurei comigo mesmo jamais escrevinhar algo a respeito dessa ligação. Todavia, como não tenho aquela opinião –plagiando o nosso Raul Seixas–  formada sobre tudo, flexibilizei-me. O motivo da flexibilização? Um recente vídeo rolando na net do vice-governador da Bahia, João Leão comprometendo-se construir a sonhada estrada Bebel/Canes. Nota: Para os que ainda não sabem, Bebel e Canes são dois carinhosos diminutivos (ou alcunhas) colocados nas mencionadas urbes pelos que lhes são mais chegados. Eis, então, de modo literal (e sem sic) a transcrição: “Bebeto Gama, prefeito de Belmonte. Artur, Bebel vai ganhar uma ponte igual a sua, ligando Belmonte a Canavieiras, a Canavieiras. Vamos lá. Belmonte, só para vocês terem uma ideia, a ponte Salvador-Itaparica, o novo canal de trafego da BA-001, Belmonte vai diminuir a distância pra Salvador em 283 quilômetros com apenas uma ponte; e a ideia são fazer duas, Belmonte, que eu quero ali,duplicar aquilo ali, e você ligar Salvador a Porto Seguro. Vai ser uma revolução. “. As inferências seguintes são sem a vênia do autor após ousar-me com pontuação gráfica uma entoação:  1. A fala tem Artur como vocativo, que por lhe ser partidário, bem como do Bebeto, deduzi se tratar do prefeito de Barra. 2. A clara pronúncia de Bebel levou-me concluir que: ou foi para provocar uma descontração no ambiente ou, sei lá, foi um jeito do falante incluir-se entre os ‘mais chegados’, o que seria, acredito, louvável e de bate-pronto referendado pelos belmontenses 3. Em “…e a ideia são fazer duas” [pontes], não entendi bem, haja vista nos variados estudos reportados na imprensa, constarem a realização de uma ponte no rio Salsa (com + ou – 60m) e outra com cerca de 600m sobre o Jequitinhonha. 4. Em “…duplicar aquilo ali…” segui a linha do otimismo e senti que a ligação Belmonte a Canavieiras significa para o vice-governador, o transporte do progresso via BA-001 não só para a Região Sul, mas por tabela, para a Bahia como um todo. 5. Às últimas palavras do discurso só posso completar:  Claro, claro, a ação revolucionária que venha sem demora.  Pois é. Sobre o recifense João Leão, dizem por aí ser um cara ‘retado’ (ou ‘arretado’, se o ‘pernambuquês’ nele ascender), e daqueles que não levam desaforo pra casa.  Um exemplo foi o badalado caso em que a PGR em 2015 o acusando injustamente, ele não titubear em marretar nas redes sociais: “Estou cagando e andando, no bom português, na cabeça desses cornos todos. Sou um cara sério, bato no meu peito, e não tenho culpa”. (Tirado da Wikipédia). No fim nada se provou contra o homem. Bom, seu currículo inclui deado federal por 5 mandatos, prefeito e uma extensa lista de cargos importantes, tanto na esfera privada como pública, além de possuir a meritosa fama de ‘construtor de pontes’. Portanto, experiência não falta ao segundo mandatário e secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado da Bahia. Portanto se casarmos com sua alocuçãoum vídeo que também navega na web desde 2018 em que o primeiro mandatário, o governador Rui Costa –igualmente reado como um realizador de obras, e cumpridor de promessas–, promete ao prefeito Janival Borges (prefeito de Bebel na época) realizar a dita estrada, não resta a menor dúvida que o atual governo da Bahia sinaliza na concretização do prometido.   Isso posto, o que se espera, após um ‘chega pra lá’ bem dado na pandemia, é que os sinais realmente se tornem evidentes o mais rápido possível, embora, na minha “boa-fé, não acredite que os atuais mandatários, queiram integrar o rol dos gestores passados, dignos de serem taxados de verdadeiros enganadores de torcida.                                                                              Heckel Januário   Em tempo: O vídeo é parte do seminário Município em Foco_ Um Caminho de Oportunidades realizado em 8.2.2021 no SENAI-CIMATEC de Salvador reportado por alguns jornais impresso e digital.
QUE SEJA SEM MAIS DELONGAS

           Perto de completar um mês, a entrega da Ponte Jorge Amado ­–a nova ponte Ilhéus a Pontal­– demorou pra cacete de acontecer, mas compensando o atraso a inauguração se deu em duas versões: A popular em 28 de junho, aniversário da cidade, e a oficial em 1/7/2020. A primeira ocorreu quando uma multidão empolgada desobedecendo as regras de distanciamento contra a pandemia que assola o planeta, ocupou-a e, inaugurou-a extraoficialmente. Na de solenidades, tomada dias antes por uma onda de incerteza –surfada por próis e contras o festejar do evento em razão da citada doença–, o governador Rui Costa em pronunciamento ao proliferado zum-zum-zum não hesitou proferir (aqui de modo não literal) que não estava preocupado com ‘ato de inauguração’ e sim em salvar vidas de pessoas. Abro parêntese para inserir que a postura do gestor –num país que dinheiro público é facilmente canalizado para festejar lançamento (mesmo em situações calamitosas) de pedra fundamental sem expectativa de andamento, foi deveras, salutar.          Alcaides e edis, à frente a Secretaria de Saúde, também abraçaram determinados (alguns nem tanto) o humanitário objetivo, a exemplo, se diga, do prefeito ACM Neto na capital. Atitudes estas não vistas até agora –sem nenhum viés político na afirmação– por parte de sua excelência, o mandatário maior da República. A propósito, como o soteropolitano e o estadual estão firmemente  envolvidos e empenhados no combate à Covid 19 (nome da moléstia epidêmica causada pelo Coronavirus, o patógeno) e, como transita no noticiário que despois desta pandemia as relações humanas em todos os  continentes serão diferentes, terão um tom, digamos assim,  mais prudente, da espiritualidade baiana já saiu que, das consequências negativas provocadas pela doença, duas foram benéficas: o alinhamento entre dois adversários políticos e o fato  do ‘bom-senso’ ter chegado primeiro na Bahia antecipando as previsões.   Noutra declaração pública o governador afirmou que a materialização da Ponte significa um sonho da Região. Sem dúvida Governador, pela importância sobretudo econômica que ela representará para estas bandas sulinas do Estado, realmente é um sonho, e sonho sonhado de longa data. Para a cidade ilheense, a iniciar pela solução do trânsito, os benefícios são incontáveis e estão às claras.  E o que dizer da bela visão da praia e da avenida Soares Lopes, da baia do Pontal, enfim do ar metropolitano –como se expressam os mais arrebatados– que os seus 533 metros de extensão oferecem? Como estudos mostram que –por falar na geográfica região ao sul do Estado– pós-debacle da cacauicultura do fim dos anos 80 do século passado –com o aparecimento da Vassoura de Bruxa– a matriz econômica do Sul da Bahia mudou do setor primário para o setor terciário da economia, significando afirmar que o cacau perdeu a liderança em gerar riqueza, hoje muito se questiona se o termo ‘cacaueira’ deve permanecer na referência regional.  Para uma faixa de terra que contribuiu ao longo de anos com expressivos recursos financeiros para o Estado da Bahia e para a União, que é conhecida no mundo como ‘Civilização do Cacau’ e, expecta ainda contrapartidas justas desses entes públicos, natural que, pela tradição cultural a expressão se torne persistente entre os sul-baianos. Mas a realidade é outra e obviamente a par deve estar o governo baiano, bem como entender que uma transformação abrupta da base de qualquer economia, independente de território –embora a aflorada nova matriz possa gerar melhores oportunidades, mais renda e minimizar desigualdades–, necessidades e percalços existirão no transcurso de sua adequação aos novos tempos. Ao entender o lenga-lenga acima indo ao encontro da ideia que pontes e estradas são portas abertas –com o devido equilíbrio ambiental– para o progresso, me veio lembrar de outras duas promessas da gestão estadual em foco: a duplicação da BR-415 (a estrada Ilhéus/Itabuna) e a construção da rodovia Belmonte a Canavieiras, testemunhadas por vídeos na internet datados respectivamente de outubro de 2017 e fevereiro de 2018. Como da segunda dei pitacos em escrevinhados desde os comprometimentos dos senhores Cesar Borges, ACM, Paulo Souto e Jacques Wagner, inclusive chagando a gastos de dinheiro com estudos e traçados (documentos esses possivelmente guardados em alguma gaveta de alguma secretaria do ramo), isso me leva a crer que os compromisso em praça pública desses representantes com essa ligação rodoviária não foram assegurados com o ‘fio do bigode’ (antigo ditado expressando ser a palavra uma garantia) de cada um, mas com declarações empolgantes em tempos de eleições para enganar a torcida, puras fake news como se diria hoje em dia. Como noticiados há bom tempo, os projetos delas estão prontinhos, só faltando tão somente a poeira epidêmica abaixar e o chefe colocar o jamegão no ‘ordene-se’ das obras e, correr mais uma vez pro abraço, mas, que seja sem mais delongas. Heckel Januário   Em tempo: No 4º parágrafo, mostrando o pau, como sugere a expressão popular “matar a cobra e mostrar o pau”, o trecho que se refere à mudança do PIB do cacau para o Setor Terciário, baseou-se no livro “Mudança Institucional e Reconversão Produtiva no Sul da Bahia” do economista Elson Cedro Mira, editado pela Editus em 1915.   Em tempo2: ainda em referência ao parágrafo 4, acrescente-se que evolui na Região o chamado ‘cacau fino’, um novo modelo de cultivo que impõe ao cacauicultor trabalhar com visão empresarial, conceito de produtividade, de agregação de valor ao produto e de rigorosidade nas técnicas em todas etapas da produção, com o objetivo de obter alta qualidade de amêndoas e de chocolate, fabrico este igualmente em expansão no Sul da Bahia. Será a volta aos tempos áureos do cacau? Só o tempo dirá. Mas existe a esperança de ser uma valiosa soma à nova economia regional, ainda mais se as pesquisas, ora desenvolvidas pela UESC para combater o Coronavirus, derem resultados positivos. 
UMAS E OUTRAS DA CIDADE (XXXIV)(NOTAS DE BELMONTE – ‘BEBEL’ PARA OS MAIS CHEGADOS)            Em casa, sob a égide –por temor ao pandêmico Coronavírus– do velho, inteligente e sempre atualíssimo ditado ‘quem tem … tem medo’, este escrevinhador, meio a leituras diversas e afazeres domésticos para disfarçar tal sensação, aceitou de bom grado o ‘empurrão’ virtual da amiga Solange Melo em encaixar mais ‘uma’ nessas Notas de Bebel.   As antecedentes partes XXXI, XXXII e XXXIII, relembrando, se prenderam a casos dos transportes aéreo e marítimo-fluvial, pendores da cidade, a exemplo dos das façanhas dos aviadores; esta, assentada nas trocas de mensagens via WhatsApp com a aludida belmontense, se atreve a intrometer-se em páginas de “Dona Flor e Seus Dois Maridos” de Jorge Amado e, a arrolar mais uma vez a ‘máquina voadora’ de Santos Dumont.            Quem não se lembra das poucas e boas aprontadas por Valdomiro Santos Guimarães (o Vadinho) e de sua morte no Largo Dois de Julho em pleno carnaval de Salvador, criações do escritor na sua verve de misturar ficção e realidade? Porém, na versão não ficcional de Solange, o óbito envolve uma figura real: a de Alberto, afortunadoempresário da capital baiana (morador do bairro da Graça) de anos idos, e casado com Marina Guimarães, irmã de Celso Jorge Guimarães (ou Ju para a família), possível ser humano de verdade e modelo para o citado protagonista da obra amadiana. Como o rico soteropolitano tinha a aviação como hobby e grande apreço pelo cunhado, ao saber que Ju (o Vadinho romanceado) estava em Bebel a perambular, não hesita em pegar seu Cessna e voar, se picar pra lá. Após alguns dias de farra na pequena cidade da foz do icônico rio Jequitinhonha, os dois dão na telha de dar um bordejo, uma curtida em Ilhéus e decolam, Alberto no comando, rumo ao território ilheense. Já com a terra da Gabriela vista de cima resolvem fazer, antes da preparação para o pouso, algumas piruetas na praia central, a da Av. Soares Lopes e rasantes sobre o Estádio Mário Pessoa. Num desses o monomotor se descontrola, se choca com uma das traves do campo, pega fogo e ambos morrem no desastre.            Revela ainda Solange que, embora fosse bem nova, conhecera Florípedes Paiva Guimarães, a Dona Flor (ou Irene Monteiro Guimaraes no registro de nascimento) em carne e osso morando na Rua Araújo Pinho no Canela e que, em razão da amizade dela, Dona Flor com a sua família, já deu boas gargalhadas com seus casos hilários-eróticos. No primeiro casamento, prossegue, com Celso Jorge, ela teve 3 filhos: Claudio (Conhecido como Ioiô), Diana, e Luís Carlos Monteiro Guimarães, este seguiu carreira política e se elegeu prefeito por dois mandatos (1977/1982 e 1989/1993) em Bebel, rebento que, qualquer semelhança com o pai não é mera coincidência. No segundo matrimônio o casal gerou dois, mas diz não se lembrar de seus nomes nem o do pai, e esclarece que, quando conheceu Dona Flor, ela já era viúva duas vezes, não chagando, portanto, a conhece-los, mas que os tem em mente em virtude das constantes conversas, inclusive íntimas, entre seus familiares e a proprietária da Escola de Culinária Sabor e Arte.            Como Celso Jorge Guimarães, era médico, tido como irreverente, inveterado jogador de dados e baralhos e conhecido nos cabarés e nas rodas boêmias da antigaSoterópolis’ como “malandro de gravata” e, como (conclusão do escrevinhador) o Vadinho do romancista é igualmente investido das características acima bem como da de ‘Dom Juan de Puteiro’ dos bons, a hipótese de o escritor haver se espelhado neste Guimarães de existência verdadeira é deveras muito grande. Já o imaginário farmacêutico e músico de fagote doutor Teodoro Madureira, cônjuge 2 de Dona Flor, homem de lhaneza e de maneiras –até no vamos ver da alcova– comedidas, longe disso.              O tópico “Parêntesis com Chimbo e com Rita de Chimbo”, entre outros detalhes (como as citações de Norma Guimarães, filha do Chimbo de verdade) no mencionado livro, evidencia o grau de proximidade do escritor com os Guimarães. Nome cartorial de Chimbo: Hamilton Gomes Guimarães, advogado e intendente de Bebel entre os anos 1927 e 1930 e tem como irmãos: Celito (Wenceslau), Dedé (Adelar) Vadinho (o Celso Jorge) e Marina (a casada com o Alberto), todos filhos de Wenceslau de Oliveira Guimarães, cidadão que em sua trajetória fora advogado, juiz de direito, desembargador, secretário de segurança pública e polêmico político da história do Bahia e, claro, do Brasil. Sua vida no âmbito jurídico e no da política foi iniciada e estruturada em Bebel onde constituiu família.                                                Heckel Januário         Em tempo: o escritor na sua singular criatividade de embolar o meio campo para atrair o ledor –e produzir prazerosas narrativas–, no romance em pauta insere o Chimbo como ‘tio’ e ‘primo’ do Vadinho, mas como exposto é seu irmão de fato..          Em tempo2: este escrevinhado teve por base como já dito, as conversas virtuais com a belmontense Solange Melo, advogada, mãe de duas filhas e ‘Vovó de 4 netas’, como gosta de ser alcunhada. Há um bom tempo é radicada –embora sempre vá a Bebel– no Rio de Janeiro. Idem, os papos telefônicos com o amigo Marcos Melo, engenheiro civil e   cacauicultor. Ambos são irmãos e conhecedores de interessantes “passagens” de Bebel.         Em tempo3: Wenceslau nasceu em Valença, do Baixo Sul da Bahia e descende de família envolta na área do Direito e da Política. Tido como emérito falador, polêmico e satírico contumaz, os casos que o envolve são afamados entre os belmontenses e óbvio, dignos de serem encaixados (como os de alguns de seus descendentes) nestas Notas de Bebel.

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