Fabio Pegos

A propedêutica vasoativa e os rins

 

As drogas vasoativas constituem uma ferramenta essencial na propedêutica de pacientes gravemente enfermos, caracterizados por cursarem com condições hemodinamicamente instáveis, necessitando de suporte ventilatório e de depuração extracorpórea em muitas ocasiões. Portanto, a de se considerar as questões da macro e micro hemodinâmica na conduta medicamentosa destes pacientes. Para tanto, o leque medicamentoso disponível conta com a norepinefrina não sendo um consenso na sua utilização. A vasopressina é uma alternativa adequada em casos de hemodinâmica instável, sendo uma alternativa favorável nos casos de hipotensão e hipovolemia. A dopamina em baixas dosagens igualmente não possui consenso quanto aos seus benefícios renais. A hipoperfusão renal é um dos fatores prioritários para a lesão renal aguda, pois afere consequências consideravelmente danosas na taxa de filtração glomerular e concomitante prejuízo da função renal com risco de desenvolvimento de azotemia grave, necessitando de terapia renal substitutiva. A monitorização invasiva e não invasiva dos pacientes gravemente enfermos é condição sine qua non para uma assistência qualificada com tomada de decisão em tempo oportuno, haja visto que a instabilidade hemodinâmica está associada grandemente à taxa de morbimortalidade nas unidades de terapia intensiva. A interface, hemodinâmica e perfusão renal deve ser considerada na tomada de decisão  para o uso de drogas vasoativas. Vale lembrar que os mecanismos intrínsecos dos rins são responsáveis pela autorregulação, onde seu intuito principal é manter a perfusão adequada e a razão de filtração glomerular normal. Todavia, pacientes intensivos decorrente de sua instabilidade, a capacidade de realizar essa interface adequadamente é perdida, ocasionando a menor irrigação sanguínea, levando a lesão renal. Toda a estratégica na remediação desta problemática tem no seu cerne evitar a hipovolemia e por conseguinte problemas renais. Pensando nisso, o monitoramento invasivo pode auxiliar na definição de conduta. Há de se considerar que a reposição volêmica não gere a sobrecarga hídrica que seria tão prejudicial quanto.Vale destacar que a manutenção elevada da terapia com aminoglicosídeos e o risco potencial de nefrotoxicidade precisam ser amplamente e seriamente  considerados. Portanto, no que tange a reposição de volume e a utilização de drogas vasoativas podem viabilizar a manutenção da pressão arterial e o bom funcionamento cardiovascular, por tabela atuar na proteção dos rins no paciente intensivo.

Banner de propaganda da agência de sites GR3 WEB

About author

Articles

PORTALBELMONTE é um portal de notícias de Belmonte e região com mais de 20 anos de credibilidade trazemos sempre o que acontece de mais relevante para você. Telefones: (73)99954-2314 Endereço: Travessa Santo Antonio, 13 - Barrolândia - Belmonte - BA
Related posts
Fabio Pegos

O paciente gravemente enfermo e a disfunção múltipla de órgãos e sistemas

A caracterização do paciente gravemente enfermo, em muito propiciada pelo comprometimento renal…
Read more
Fabio Pegos

Hemodiálise em pacientes gravemente enfermos

Variados e reconhecidos fatores predisponentes estão atrelados ao prejuízo da funcionalidade…
Read more
Fabio Pegos

Hemodiálise em paciente gravemente enfermos

Estatisticamente, a oferta do serviço dialítico se concentra maciçamente em hemodiálise…
Read more
Newsletter
Cadastre seu e-mail

Cadastre seu e-mail e receba nosso conteúdo exclusivo.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *