A doença cardiovascular na DRC IV(Pericardite e endocardite)

A inflamação do pericárdio independente da complexidade do espectro urêmico ou decorrente da não exitosa terapia renal substitutiva, a pericardite  ocupa papel de destaque entre as intercorrências mais típicas em renais crônicos dialíticos, podendo alcançar até 20% destas complicações.  A pericardite urêmica é indicação clássica para pacientes portadores de doença renal crônica serem submetidos à terapia renal dialítica. Vale destacar que mesmo a despeito do paciente em tratamento dialítico, a  pericardite pode persistir, estando relacionada a ultrafiltração e difusão não satisfatória, a hipervolemia e ainda a causas idiopáticas. Dentre o esquete sintomatológico específico e inespecífico, está a dor torácica, o derrame pericárdico, sintomatologia respiratória, febre e calafrios. Pericardite associada à derrame pleural pode alterar a condição hemodinâmica em especial na hemodiálise. No que se refere a rastreabilidade, o ECG, o RX e o ecocardiograma, são ferramentas que juntamente a avaliação clínica clínica e exame físico auxiliam no fechamento do diagnóstico. É condição prioritária acompanhar a ocorrência de derrames pericárdicos pelo risco de tamponamento cardíaco. A acentuação das sessões de hemodiálise não é uma medida de consenso para todos os casos e deve-se observar rigorosamente o equilíbrio eletrolítico. A drenagem cirúrgica é um artifício importantíssimo em casos de derrames de grande monta. A de se afastar a similitude entre pericardite constritiva e ICC. Já a pericardite purulenta tem relação com a contaminação do sítio de implantação.No que tange a endocardite infecciosa por gram positivos é um achado recorrente na hemodiálise por decorrência da predisposição da criação de biofilme em acessos para diálise, motivo que acentua a prevenção de infecção de cateteres com a utilização de selos de hemodiálise  com anticoagulantes associados a antibióticos, além dos cuidados domiciliares ou hospitalares da equipe de saúde. Quanto aos sintomas mais frequentes, estão a febre, sopros e embolia séptica. Todavia, vale lembrar a importância da análise mais particularizada e criteriosa nos episódios de febre e sopro por características típicas em pacientes renais. A avaliação se dá por hemoculturas e ecocardiograma. A abordagem terapêutica compreende a utilização de antibioticoterapia de espectro reduzido. 

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