Fabio Pegos

A diálise peritoneal automatizada no tratamento da lesão renal aguda

A baixa adesão da DPA pelo serviço de nefrologia nas unidades de terapia intensiva fortalece o incremento da utilização da hemodiálise intermitente, haja visto que a operacionalização da terapia prolongada ainda permanece onerosa, estando disponível em poucas UTIs, onde ainda a maior parte utiliza na propedêutica ao paciente gravemente enfermo a HD intermitente como forma terapêutica, mesmo que o paciente não disponha do melhor teto adequado para a realização da sessão. Portanto, a DPA oferece uma alternativa a determinados pacientes que necessitam de um modelo operacional dialítico mais próximo do fisiológico e que por conseguinte seja menos agressivo.  Como já discorrido anteriormente a DPAC tem utilização mais domiciliar. A DPA tem utilização igualmente domiciliar e hospitalar a depender da disponibilidade e rotina de utilização pelo serviço de nefrologia. Vale destacar que para o paciente em LRA que precise de depuração de excretas nitrogenados e metabólicos com maior precisão e rapidez com menor disponibilidade de variação de líquidos a HDI é a modulação mais adequada, como já salientado dentre suas vantagens e desvantagens.   No tocante a homeostase do K por exemplo, há de se considerar que enquanto na HDI a rotina se concentra na problemática da hiperpotassemia, já na DPA consideramos com mais frequente o inverso, a hipopotassemia como uma ocorrência que deverá ser ajustada na solução dialítica a ser infundida na cavidade peritoneal. Dentre as possibilidades de oferta da modulação dialítica peritoneal temos a forma intermitente (trocas rápidas, com média de permanência da solução dialisante de 30 minutos, sessões de 16-24 horas, 2-3 X/semana). A diálise peritoneal contínua (4-6 sessões, com permanência da solução dialisante no peritônio de 4-6 horas, durante 24 horas no módulo manual ou automatizado. Diálise peritoneal por tidal ( trocas rápidas com 20 minutos de permanência, com sessões 8- 10 horas diariamente por meio manual ou automatizado. Nas considerações da nefrologia intensiva defendida por vários autores e colaboradores da Sociedade Brasileira de Nefrologia a diálise peritoneal  de alto volume e de fluxo contínuo, as alternativas mais recentes para a abordagem ao paciente com LRA nas UTIs consiste em utilizar grande volume de dialisato em trocas rápidas e períodos curtos de permanência com sessões contínuas de 24 horas/ por 7x/ semana, enquanto a última se caracteriza pela infusão e drenagem simultâneas de dialisato por dois cateteres, todavia há de se considerar as complicações mecânicas pela utilização de dois acessos.

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