Em época de eleição, acontece um fenômeno curioso: quem ontem era aliado acordou hoje com cara de inimigo. Quem dividia a mesa passou a escolher outra cadeira, e até aquele cafezinho que parecia inseparável ganhou um novo sabor.
É o período em que amizades políticas entram em modo de teste, alianças começam a apresentar prazo de validade e alguns apertos de mão passam a ser acompanhados de um discreto olhar desconfiado.
Quem observa de fora pode ver esse fenômeno como curioso e até mesmo intrigante, mas para aqueles que estão no cerne da política, é apenas mais um capítulo na complexa narrativa do poder.

















