
A Delegacia Territorial de Belmonte deflagrou um novo procedimento investigativo com o objetivo de combater uma série de crimes que vêm preocupando produtores rurais e a população local: o furto de gado, o abate ilegal e a comercialização de carnes clandestinas no município. A ação policial é uma resposta direta às diversas denúncias registradas por proprietários de fazendas da região, além da confirmação material do crime. Recentemente, agentes encontraram várias ossadas de animais abatidos clandestinamente nas imediações da localidade conhecida como CETEL, evidenciando a prática recorrente do abate sem fiscalização.
Como parte do inquérito instaurado, o Delegado Titular de Belmonte, Dr. Euler, adotou uma medida rigorosa para rastrear o destino da carne roubada. Todos os proprietários de açougues e estabelecimentos que comercializam carne no município foram intimados a comparecer à delegacia para prestar esclarecimentos. A estratégia visa identificar possíveis pontos de receptação do produto, fechando o cerco não apenas contra quem furta o gado, mas também contra quem compra e revende o produto sem procedência.
Em nota, o delegado Dr. Euler reforçou que a operação trata-se de uma questão de segurança pública e sanitária. “Está claro para todos que é expressamente proibido o abate e a comercialização de carne animal sem os devidos cuidados e fiscalização sanitária. Nosso objetivo é identificar os criminosos e os receptadores, e assim, quebrar toda a cadeia econômica dessa atividade ilegal”, destacou o delegado.
A polícia alerta que o consumo de carne clandestina oferece graves riscos à saúde da população, uma vez que o produto não passa pelo controle de inspeção municipal ou estadual, podendo transmitir doenças. As investigações continuam em andamento para identificar os autores dos furtos nas zonas rurais.













