Brasil
Publicada em 02 de Março de 2012 ás 11:04:05

Ex-funcionária acusa empresa em Feira de Santana de explorar trabalhadores

 
Funcionários e ex-funcionários de uma empresa do ramo de comunicação e telemarketing em Feira de Santana têm se queixado de más condições de trabalho. Em 2011 a empresa recebeu a visita de Orlando Helber Silva Santos, secretário geral do Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações da Bahia. O secretário foi motivado pelas denúncias dos próprios funcionários na época.
 
O Portal BK2 conseguiu uma entrevista exclusiva com uma ex-funcionária que move um processo na justiça contra a empresa em Feira de Santana. A mulher que não quis ser identificada contou como a empresa exige que as pessoas trabalhem na mesma.
 
“Geralmente quem entra na empresa como operador de telemarketing ou é primeiro emprego ou gente que não está conseguindo trabalho em lugar nenhum. Os primeiros têm preferências porque se submetem mais facilmente as sacanagens da empresa”.
 
Ida ao banheiro
 
“A empresa cobra do supervisor que controle com mão de ferro a ida dos operadores ao banheiro, limitando o tempo em cinco minutos por ida, o que é ilegal, na verdade o tempo é de 10 minutos. Além do mais se operador vai mais de uma vez o supervisor já fica de olho para dar advertência verbal caso ele vá mais de duas. Já vi supervisor dar advertência porque operador não comunicou que tinha que ir ao banheiro, além desta limitação o operador é obrigado a comunicar ao supervisor e esperar que este o libere”.
 
Horários
 
“Há horários críticos para ida ao banheiro, entre 6 e 8 horas que é o horário de faturamento. Existe um funcionário da Claro que ‘printa’ a tela do computador e manda email para todos os supervisores, coordenadores e gerente caso exceda dois operadores no banheiro neste horário. O pior é que se tem mais de 200, 300 e até mais operadores como se pode limitar a ida a dois apenas. Justamente neste horário que a confusão se instala e ‘tome’ advertências verbais e escritas. Muitos operadores levantam e não obedecem a liberação dos supervisores”.
 
Folga
 
“As folgas são liberadas de acordo necessidade da empresa. Podendo chegar até 11 dias sem uma folga (o que é permitido pela lei). Aí não tem feriado, domingo, sábado, aniversario de pai, mãe, marido, esposa, nada! Isto gera um desconforto enorme”.
 
“A empresa não dá brecha para praticamente nenhuma mudança de horário para operadores, mesmo que estes façam faculdade”.
 
“Pedem sempre para operadores fazer horas extras e até pagam, mas muitos se recusam diante de tanta sacanagem”.
 
“Recentemente contrataram muita gente e demitiram praticamente todos - umas 500 pessoas, eu no meio inclusive. Agora estão contratando novamente, inclusive vários que foram demitidos. Maioria antes de completar os três meses para não pagarem os tempos, um absurdo”.
 
A ex-funcionária aguarda a conclusão do processo na justiça.

Rosberg Lima

 
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