Saúde
Publicada em 10 de Janeiro de 2017 ás 18:35:30

Ar-condicionado, ventilador e umidificador: eles fazem mal?

O verão está cada vez mais próximo e as temperaturas já começaram a subir em diversas regiões do país. Ao mesmo tempo, alguns estados, sobretudo na região sudeste e sul, enfrentam um dos piores períodos de estiagem da história. Resultado: o nível de umidade do ar despencou. Nesta semana, em São Paulo, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou o valor de umidade relativa do ar de 18%, o menor índice do ano. Minas Gerais não fica atrás, com termômetros chegando aos 35°C e a umidade abaixo dos 20%. Como ainda não se sabe ao certo quando as chuvas virão, a previsão é de que, nesses estados, e também em Goiás e Mato Grosso, a umidade possa cair ainda mais e chegar a menos de 15%, um número alarmante. Como referência, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera ideal que esse índice esteja pelo menos em 60%. Abaixo de 30%, considera-se estado de atenção e entre 19% e 12%, alerta.

Para ajudar a amenizar os efeitos do calor e da secura do ar, que incluem ressecamento das mucosas, dor de cabeça, garganta seca e até sangramentos no nariz, é natural recorrer a aparelhos de ar-condicionado, ventiladores e umidificadores. Em uma enquete realizada no site CRESCER, 70% dos pais disseram que usam ar-condicionado no carro e em casa, constantemente. Mas será que há problema? Confira o que dizem os especialistas!
 
AR-CONDICIONADO
A principal vantagem é controlar a temperatura do ambiente. E o principal problema é o ressecamento do ar, que piora consideravelmente a situação de crianças alérgicas, com rinite ou asma. “Todo mundo pode sentir o nariz ressecado ou a garganta ruim por causa do ar condicionado. Mas, para os alérgicos, o prejuízo é bem maior”, explica a pneumologista Beatriz Barbisan, da Escola Paulista de Medicina (Unifesp).
 
Por isso, nas condições atuais de tempo seco, vale usar de artifícios enquanto o aparelho estiver ligado. Umidificador, bacia d’água ou uma toalha molhada já melhoram a qualidade do ar em casa. Outro cuidado a ser tomado diz respeito à temperatura. A recomendação é ajustá-la entre os 23°C e os 27°C, no máximo. É bom lembrar que, para crianças alérgicas, inalar o ar frio é tão prejudicial quanto a falta de umidade e pode desencadear crises respiratórias. Cuidando da temperatura também não há risco de choque térmico.
 
E acredite: se as condições de umidade estiverem boas e o ar condicionado for devidamente higienizado e tiver um bom filtro, o aparelho pode até contribuir para a diminuição das alergias. “Alguns aparelhos filtram até 80% das partículas com bactérias e fungos, prevenindo que as crianças estejam expostas a esses alérgenos”, diz a pneumologista Regina Terse, do Departamento de Pneumologia da Sociedade Brasileira de Pediatria. Por esse motivo, é essencial que a limpeza do filtro seja feita de acordo com as recomendações de cada fabricante. No geral, o aparelho deve passar por uma revisão uma vez ao ano.
 
No carro, ele também pode ser usado, desde que as saídas não estejam diretamente apontadas para o rosto das crianças. “Carros melhores e mais novos costumam ter aparelhos de ar condicionado mais potentes, à base de carvão ativado”, explica Regina. Além de regular a temperatura para que fique agradável, e não gelada, é importante trocar o filtro do ar condicionado a cada 10 mil km.

Redação BK2 com informações da Revista Crescer

 
Publicada em 10 de Janeiro de 2017 ás 18:35:30
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