Plano C
Por Comunicação Social 2011.1 - FAT

Publicada em 08 de Dezembro de 2011 ás 20:29:42

A arte de Juraci Dórea

Feira de Santana esta situada geograficamente entre duas regiões, pelo um lado, o recôncavo pelo outro, a região sertaneja. Esta bem servida quando se fala em artes plásticas, onde temos vários artistas com acervos que chamam atenção pelas suas artes. Neste quesito não podemos esquecer do artista plástico feirense Juraci Dórea. Sua trajetória inspira uma análise do conjunto da obra exposta no Museu Regional de Arte de Feira de Santana. O gosto pela dissecação do conjunto de quadros ou esculturas transforma a obra em um excelente hobby, permitindo ao observador participar da criação e do conhecimento do resultado artístico.
 
 
JURACI DÓREA ou Juraci Dórea Falcão, nasceu em Feira de Santana, Bahia, em 15 de outubro de 1944. Filho de Elberto Lisboa Falcão e Julieta Dórea Falcão. Arquiteto diplomado pela Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia (dezembro de 1968). Dirigiu o Departamento de Cultura do Município de Feira de Santana, na administração do professor José Raimundo Pereira de Azevedo, de 1994 a 1996, período em que idealizou o Museu de Arte Contemporânea de Feira de Santana. Mestre em Literatura e Diversidade Cultural pela Universidade Estadual de Feira de Santana (março de 2003). Dedica-se às artes plásticas desde o começo dos anos 60 e já participou de numerosas exposições no Brasil e no exterior.
 
O trabalho de Juraci Dórea está dividido em vários momentos: elementos de couro policromados envoltos em estacas de madeira in natura, reutilizadas e transformadas em obras de arte sem recorrer à industrialização. Dessa forma, o artista se preocupa em mostrar sua relação com a localização geográfica que inspirou a materialização do objeto. Acreditando que seja desse mesmo período, as pinturas temáticas tendo como figura principal o vaqueiro e sua montaria tão presentes nos painéis do antigo Restaurante “O Boiadeiro” localizado em frente à Igreja Senhor dos Passos e outros de igual importância no Mercado de Arte.
 
Não podemos esquecer outros exemplares do artista Juraci Dórea que mostram os resultados de pesquisas com a literatura de cordel registrando definitivamente seu atual estilo, com contornos bem definidos na cor preta e as figuras do povo nordestino, representadas com vestimentas típicas, encontradas nas nossas feiras livres, ricas de colorido exuberante, resultado do sol brilhante da região.
 
Mas é a sala Dival Pitombo, que mostra a exposição de quadros inéditos que, muda a dinâmica tradicional dos anos 80, porque além do constante tema, surge a alma do artista em traços rápidos e insistentes com a técnica do carvão, permitindo ao observador, separar as formas quase estáticas e coloridas de antes e se deleitar com o resultado do gestual, do movimento, do sentimento dramático algumas vezes, semelhante ao conseguido por Candido Portinari.
 
 
É possível observar a coleção do artista visual feirense Juraci Dórea, em exposição no Museu Regional de Arte de Feira de Santana do Cuca/UFES até o fim de março. Vale frisar, a obra “Santa Ceia”, de 2006, em exposição na Sala Joselito Falcão de Amorim. Surge o fundo braço da tela como parte da composição, tendo o desenho centralizado. Neste trabalho a tendência conceitual toma forma, a exemplo do apresentado na “Exposição 2.234”, denominado REV (LOVE) e exposto no Casarão Santo Antonio Além do Carmo, em Salvador. A figura central, um fifó aceso e brilhante, dominava a cena, como Cristo ladeado por doze figuras de peixes representando os apóstolos.
 
São tantas obras mais não podemos esquecer que não podemos esquecer-nos da sala João da Costa Falcão, estão às serigrafias (impressão sobre papel) com tiragem de 100 múltiplos e alguns desenhos em carvão sobre papel. Nesta técnica, Juraci Dórea acrescenta uma multifaceta ao aproveitar um mesmo desenho em preto promovendo variantes ao colorir alguns elementos e outro momento faz opção por colorir outras figuras. Dessa maneira uma única criação toma roupagens diversas.
 
Por fim, vale lembrar os trabalhos “Cartas para Ângela”, de 1989, do artista que além das simbologias nordestinas, enriquece o trabalho demonstrando o linguajar regional, temores da agressão humana no dia a dia e críticas por entre linhas. Em suma, um dos maiores artistas que a Bahia pode chamar de filho.
 
Por André Silva

Por Comunicação Social 2011.1 - FAT

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Publicada em 08 de Dezembro de 2011 ás 16:53:02

Encontro de Compositores - Feira de Santana

 
Tudo começou com o Encontro de Compositores realizado no Cabaré dos Novos do teatro Vila Velha, em Salvador. Lá, o show é comandado pelos compositores Jarbas Bittencourt (ex-Confraria da Bazófia), Sandra Simões, Ronei Jorge, Arnaldo Almeira (ex-Confraria da Bazófia), Deco Simões, Carlinhos Cor das Águas, Dão, Pietro Leal (Pirigulino Babilake), Manuela Rodrigues e Thiago Kalu, que, uma vez por mês, recebem outros compositores do cenário musical baiano.

Finalmente o Encontro ganha sua versão feirense, ampliando a cena da música autoral baiana, como na proposta original. O Encontro de Compositores de Feira de Santana, como o de Salvador, é mensal, e a princípio com dois anfitriões: Paulo Costa e Rafael Damasceno.
 
Conversamos um pouco sobre a cena musical de Feira de Santana e região. Confiram o nosso bate-papo.

Surgimento
 
Rafael Damasceno - Salvador tem um encontro de compositores, esse título na verdade é geral. Onde existem compositores e músicos existem Encontros. No Teatro Vila Velha, mais precisamente no Cabaré dos Novos, acontece um Encontro de Compositores formalizado por pessoas bacanas como, Jarbas Bittencourt, Arnaldo Almeira entre outros criaram o Encontro de Compositores de lá. Eu, Paulo Costa, Rodrigo Ornelas e Marcel fomos convidados a participar. A partir daí tivemos a idéia de trazer isso para nossa região, chamar parceiros de fora e de dentro de Feira de Santana, com o intuito de agregar música e cultura de modo geral.
 
Marcel Torres - Rafael Damasceno
 
Primeiro Encontro
 
Paulo Costa - Feira de Santana é uma cidade carente de eventos dessa natureza. Fala-se muito em música, mas não se especifica. A nossa idéia aqui é trazer a figura do compositor. O primeiro evento foi de extrema surpresa, inclusive pra nós que, vivemos aqui a efervescência de se criar. A receptividade do público foi imediata.
 
Paulo Costa
 
Continuidade
 
Rafael Damasceno - O Encontro é mensal, toda a primeira quinta-feira de cada mês. Ele está na sua sétima edição finalizando a última apresentação do ano. As expectativas são as melhores. Iremos repensar o projeto, por janeiro ser um mês de férias, daremos uma pausa e retornaremos em fevereiro. Esperamos que ele ganhe cada vez mais proporções.
 
Como participar
 
Marcel Torres - Deixamos em aberto para os compositores de Feira de Santana e demais regiões. Esperamos que eles venham pra cá, conversem conosco, troque “figurinhas” e a partir daí eles possam ser convidados a participar e fazer essa confraternização que é a gente subir ao palco e fazer música autoral.
 
Dificuldades
 
Marcel Torres - apesar de ser maravilhoso a gente subir ao palco, mostrar as nossas música, composições, as dificuldades são muitas. O trabalho é muito árduo, não temos apoio a não ser de nós mesmo que “metemos a mão na massa” e fazemos o evento acontecer. Temos parceiros como, o Antiquário Pub, Na Beira estúdio, somos nós mesmos, que temos empresas e algumas parcerias.
 
Divulgação
 
Rafael Damasceno - a gente se utiliza de mídias de massa que estão acessíveis. Fazer um comercial na TV, um spot na rádio, algum outdoor tem um custo operacional muito alto. Devido a isso nós utilizamos as parcerias e as mídias alternativas como, a internet através das mídias sociais, cartazes espalhados pela cidade, entrevistas em rádio, blogs, utilizamos as diversas possibilidades dentro da comunicação que está ao nosso alcance sem muito custo. Na verdade o evento não tem fins lucrativos, a verba arrecadada é para investir no próprio projeto.
 
 
Falta de apoio
 
Timbaúba - eu comecei como convidado na quarta edição, depois o pessoal acharam por bem me inserir de forma fixa no Encontro. Se eu fosse depender do apoio da Prefeitura estaria “perdido”. Em micareta eu não me apresento, pois minha música não tem haver com a Prefeitura de Feira de Santana. Além disso, detesto trio elétrico. No São João quando me convidam a tocar, eu já fico sabendo que não irei me apresentar na Expofeira. Então você tem que decidir. Se esperarmos pela Prefeitura não faremos nada, pois eles não têm o menor interesse. Não vou citar nomes, mas a Prefeitura de Feira de Santana tem 13 anos que trabalham as mesmas pessoas na Secretaria de Cultura. É o mesmo secretário, o mesmo diretor de eventos, etc. Essas pessoas usam a Secretaria de Cultura como uma “moeda de troca”. Todos os compositores aqui presentes têm uma história, uma estrada percorrida, não precisamos dessas pessoas. Fazemos nosso trabalho, temos nosso público, depois da nossa união melhorou ainda mais.
 
Timbaúba
 
Musicalidade
 
Timbaúba - Eu aprendi uma coisa, não me lembro quem me disse, mas eu ouvi e guardei e estou dando de graça aqui agora. “Se esses caras que fazem arrocha, pagode, e outros estilos parecidos são compositores, eu não sou!” Eles fazem algo diferente de música, porém eu faço música.
 
Paulo Costa - Estamos distantes dessa cultura consumida de forma rápida pela massa que também é esquecida tão rápido quanto. Nós construímos uma carreira com músicas sólidas, que contam uma história. Hoje nós artistas aqui temos um público. E acho melhor ter um público mais restrito, pois ele é fiel, ele te acompanha.
 
Escutem a boa música
 
Fabrício Barreto - O evento reúne histórias de pessoas diferentes, com um grau de poesia e musicalidade. Vivemos uma evolução, antigamente não podíamos tocar nossas músicas autorais, contudo hoje conseguimos criar esse movimento, permitir às pessoas viver esse momento novo. O público atual ouve música de péssima qualidade produzida e difundida por uma programação que é comprada, articulada para isso. Porém temos os “caçadores” da boa música, porque os outros estilos se tornam saturados muito rápido.
 
Fabrício Barreto - Jurandir Rabelo - Paulo Costa
 
Jurandir Rabelo
 
Jurandir Rabelo - Hoje trazemos alegria, queremos confraternizar, a família e os amigos. Hoje o Encontro de Compositor tem características de evolução. Vamos demonstrar isso ao vivo durante todos os eventos. Tenham o hábito de garimpar a música, de conhecer o novo que não é novo, pois muitas pessoas ainda não conhecem. Busquem blogs, as informações do que está acontecendo principalmente no Encontro de Compositores. Não queremos simplesmente mostrar o instrumentista, mas sim a palavra que está por trás disso. A forma de a pessoa interpretar a visão que o outro tem. Feira de Santana e outros lugares têm ótimas obras basta procurar.
 
Rafael Damasceno - Paulo Costa - Timbaúba - Jurandir Rabelo - Marcel Torres - Fabrício Barreto
 
Texto: Rosberg Lima
Fotos: Divulgação

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Publicada em 08 de Dezembro de 2011 ás 16:12:07

Foto (Jornalismo)

 
O fotojornalismo é um ramo da Fotografia onde a informação clara e objetiva, através da imagem fotográfica, é imprescindível. E é também pode ser considerado uma especialização do Jornalismo.
 
Através do fotojornalismo, a fotografia pode exibir toda a sua capacidade de transmitir informações. Essas informações são transmitidas pelo simples enquadramento escolhido pelo fotógrafo diante do fato. Nas comunicações impressas, como jornais e revistas, bem como pelos portais na internet, o endosso da informação através da fotografia é uma constante. Atualmente, matérias jornalísticas destacam-se grandemente com a presença da fotografia.
 
A fotografia em preto e branco publicada em jornais, existe há mais de cem anos e é uma das características do fotojornalismo; Embora, a fotografia colorida tenha ganhado espaço nessa categoria, no início dos anos 70 com as revistas semanais brasileiras como Manchete, Veja, Realidade, entre outras.
 
 
Alguns gêneros de fotografia jornalística podem ser destacados:
 
Fotografia social: Nesta categoria estão incluídas as imagens relacionadas a política, de economia e negócios e as fotografias de fatos gerais dos acontecimentos da cidade, do estado e do país, incluindo fotografia de tragédias e crimes;
 
Fotografia esportiva: Nessa categoria, normalmente as informações de lances individuais influi na sua publicação;
 
Fotografia cultural: Este tipo de fotografia costuma chamar a atenção para a notícia antes da mesma ser lida;
 
Fotografia policial: Categoria associada a imagens de combate, apreensão e ou repressão policial, crimes, mortes. Este tipo de fotografia, muitas vezes, recebe destaque na sua publicação, o que provoca as mais variadas reações diante dos fatos.
 
Em Feira de Santana, ainda não existem cursos de fotojornalismo, apesar de na cidade só existir curso iniciante de fotografia no Centro Universitário de Cultura e Arte, não é nesta área em específico.
 
 
A Princesa do Sertão possui mais de 600.000 habitantes, mas, ainda assim, não existe nenhum registro de curso de fotojornalismo, mesmo tendo o curso de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, sendo ministrado em duas instituições privadas de ensino, possuindo a matéria fotojornalismo. Este dado resulta no desinteresse de muitas pessoas na procura do curso na cidade.
 
Texto: Ricardo Ramos
Fotos: Reprodução

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