Helena de Nóia
Por Helena Silveira

Publicada em 17 de Dezembro de 2015 ás 02:18:31

Reconhecimento do conhecimento

 
Olá Helena, tudo bem? Com certeza não irá se lembrar de mim . Fui sua aluna em 2009 no colégio Luis Viana aí em Feira, fizemos uma viagem a Canudos...lembra? Rsrs. Essa semana lembrei de ti quando me perguntaram pq eu gostava de ler, então. ..respondi na hora, dizendo que tive uma professora de redação que passou uns dois livros para ler e fazer umas resenhas. ....desse dia em diante, tomei gosto. Então,  queria te dizer...Muito obrigada! Espero que esteja bem...Beijo grande!
 
Desculpe,  em 2005...10 anos heim...rs"
 
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Recebi por uma rede social e fiquei, claro, bem feliz. 

 

Por Helena Silveira

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Publicada em 26 de Outubro de 2015 ás 14:12:37

Tempos líquidos

O sociólogo polonês Zygmunt Bauman é um dos intelectuais ativos mais respeitados da atualidade. Com 89 anos, Bauman já publicou mais de 50 livros, tem produções citadas em grandes universidades e, com ajuda de sua clareza, vendeu mais de 200 mil livros mundo afora – um marco significativo para um teórico. Em um de seus livros mais famosos, “Amor líquido”, ele trata sobre a fragilidade das relações humanas e como a sociedade está tendo dificuldades em se comunicar e manter laços afetivos. 

Na atualidade, com tudo acontecendo na velocidade da luz, os relacionamentos não foram feitos para durar. Um exemplo disso é a rapidez com que você se conecta a alguém via Facebook; e se desconecta mais rápido ainda. Bauman, no entanto, nos faz atentar a duas coisas: – Há uma grande diferença entre fazer uma amizade olhando nos olhos e fazer uma amizade no Facebook. – Há uma diferença maior ainda entre romper uma ligação pela internet e rompê-la frente a frente. Jean Sartre dizia que precisávamos criar um “projeto de vida”. Mas isso parece fora de moda, pois as pessoas não tem a mínima ideia do que vai acontecer com elas no próximo ano. Quem dirá saber como será a trajetória de sua vida. E isso impacta nos relacionamentos, tornando-os frágeis como uma taça de cristal. “Não há como ter um plano para uma vida num mundo em que a vida acontece de maneira episódica.” 

As sociedades foram individualizadas e a democracia está ficando fora de moda. Passamos de sociedade de produção à sociedade de consumo à fragmentação da vida humana. Para Bauman, durante a vida você precisa criar a sua própria identidade, pois não nasce com ela. E, se não bastasse passar a vida moldando uma identidade, você também precisa continuar redefinindo-a porque os estilos de vida mudam com o tempo. Bauman acredita que entre as mudanças históricas mais significativas, duas parecem irreversíveis. A primeira delas é a globalização:
 
“Estamos todos conectados ao globo terrestre; se algo acontece na Malásia, pode afetar diretamente uma criança em São Paulo.” Já a segunda aconteceu durante a revolução pós-moderna nos anos 1980, quando uma mulher falou ao vivo num talk show que nunca tinha tido um orgasmo, pois o seu marido sofria de ejaculação precoce.Esse tipo de informação, apresentada ao estilo Big Brother, começou a revelar acontecimentos da intimidade. Relatos que até então só seriam ditos para o padre (caso fosse católico) ou para amigos muito íntimos.Mas algo mudou e nós instalamos microfones nos confessionários.E assim, vivemos todos em meio a solidão e uma multidão ao mesmo tempo. 

O vídeo abaixo é uma aula sobre a individualização da sociedade, democracia, laços sociais, comunidade, internet, pós-modernidade, dentre outros tópicos refletidos por uma das grandes mentes da atualidade.   

Via Update Ordie 

 

Por Helena Silveira

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Publicada em 02 de Setembro de 2015 ás 02:01:34

Para onde vai o amor que se "perde"?

Um ano antes de sua morte, Franz Kafka viveu uma experiência singular. Passeando pelo parque de Steglitz, em Berlim, encontrou uma menina chorando porque havia perdido sua boneca. Kafka ofereceu ajuda para procurar pela boneca e combinou um encontro com a menina no dia seguinte no mesmo lugar. Incapaz de encontrar a boneca, ele escreveu uma carta como se fosse a boneca e leu para a garotinha quando se encontraram.

“Por favor, não chore por mim, parti numa viagem para ver o mundo. ”. Esta foi a primeira de muitas cartas que, durante três semanas, Kafka entregou pontualmente à menina, narrando as peripécias da boneca em todos os cantos do mundo : Londres, Paris, Madagascar…Tudo para que a menina esquecesse a grande tristeza!

Esta história foi contada para alguns jornais e inspirou um livro de Jordi Sierra i Fabra ( Kafka e a Boneca Viajante ) onde o escritor imagina como como teriam sido as conversas e o conteúdo das cartas de Kafka. No fim, Kafka presenteou a menina com uma outra boneca. 
 
Ela era obviamente diferente da boneca original. Uma carta anexa explicava: “minhas viagens me transformaram…”. Anos depois, a garota agora crescida encontrou uma carta enfiada numa abertura escondida da querida boneca substituta.
 
Em resumo, o bilhete dizia: “Tudo que você ama, você eventualmente perderá, mas, no fim, o amor retornará em uma forma diferente”.

 
*May Benatar, no artigo “Kafka and the Doll: The Pervasiveness of Loss” publicado no Huffington Post.

Por Helena Silveira

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