Goteira de conversa
Por Laísa Melo

Publicada em 29 de Outubro de 2016 ás 01:43:33

Refugiados no Brasil

 Até onde ir para salvar a vida da família?

Muitas pessoas fugiram na última década em busca de uma vida mais digna. Em meio ao desespero, ultimamente devido às guerras, o rumo europeu é um dos mais disputados. Mas o Brasil também está no jogo, em meio à crise que assola o mundo.
 
Nessa onda migratória, nosso país já recebeu mais de 2 mil sírios. De acordo o Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE), são 8.863 refugiados reconhecidos (abril de 2016). E são garantidos, através da lei 9.747, os mesmo direitos que qualquer outro estrangeiro teria no país. 
 
Mas como lidar com os refugiados é um fator de extrema dificuldade. Tanto da parte do governo, como da sociedade, que deve acolher sem preconceitos os que chegam aqui depois de guerras e perseguições. 
 
É o maior fluxo migratório desde a II Guerra Mundial. É a escolha entre permanecer caça ou virar caçador. E nessa situação, vira-se caçador em busca de sua própria pele, de sua vida. Recomeçar a vida nessas circunstâncias não é nada fácil. Rumo à esperança, é penoso aprender uma nova língua, arranjar trabalho, sustentar o pão de cada dia.
 
Chegar a salvo em um território não significa a vitória final. É apenas o início de uma travessia que carrega muita dor e diversas adaptações, dentre elas a inclusão. Ainda mais num país como o nosso, com problemas sociais diversos. As políticas públicas já são difíceis para quem aqui mora. Imagina para quem chega em um contexto de pobreza e sofrimento. 
 
Até onde iríamos para escapar da morte é o que deixo como reflexão final. As intempéries da jornada de viagem que essas pessoas passam até chegar a seu destino já seria tema de outro artigo. Então, fica a proposição de nos colocarmos no lugar do próximo. Ainda que não resolva, a compreensão, o respeito, a compaixão podem ser o início da quebra de resistência com quem aqui chega, por obra de um destino fadado a quem não coube escolher permanecer na terra natal. 
 

  

Por Laísa Melo

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