Goteira de conversa
Por Laísa Melo

Publicada em 06 de Maio de 2016 ás 16:52:41

Os frutos e os pecados da Micareta 2016

                                                                                                                                                                              Reprodução

Tchau, i have to go now. Como diz o trecho de uma música baiana, agora só 2017 para ver o que se ausenta, o que fica, o que deixa de acontecer e por aí vai. Teve um pouco de tudo: além da mistura musical de sempre, reclamações, brigas de rua e de egos.

Teve cantor dizendo que seu bloco era o melhor, para variar, também teve o que disse que sua pipoca era a maior. Tiveram atrasos, atrações que não saíram, outras que saíram em cima da hora e adoraram. Ou que já sabiam da maracutaia e gostaram do mesmo jeito.

Também teve empreendedor reclamando. Outros vibrando. Artista ao mesmo tempo em bloco e para pipoca. A desigualdade rentária entre estes e os artistas da terra já é assunto antigo. E mudanças sobre a Micareta de Feira de Santana? Alguns temas foram debatidos, não agradando a uma parte. Uma das ideias é mudar o circuito para a Avenida Nóide Cerqueira. Depois da saída da Getúlio Vargas, agora essa. Incluo-me na parte que discorda da mudança.

Um ex-vereador da cidade, mas que continua na militância política, afirmou em seu perfil em uma conhecida rede social que “a micareta não atrai turistas. Os hóspedes dos hotéis são os músicos, cantores e quem trabalha na festa. É apenas uma festa de expressão local”, afirmou o antigo edil, que ouviu um  representante de rede hoteleira.

Responsável por “encerrar a festa”, Igor Kannario. “Tudo nosso, nada deles.” Tudo nosso, de quem? Só na reza, na fé ou sabe-se lá como para que um dia a democracia faça valer a nomenclatura que lhe é permitida. Porque “depois de nós, é nós de novo”, parafraseando mais uma vez Kannario, e essa frase quem deve gostar é o Excelentíssimo Senhor Prefeito José Ronaldo de Carvalho e alguns auxiliares seus.

Em uma desorganização tal, o Arrastão da Paz do Psirico ficou “irresponsável” por dar continuidade à festa no domingo. Onde se via briga, aparecia a frase conhecida por alguns “ih, fu... Psirico apareceu”. Mas depois veio Kannario para mostrar que encerramento foi com eles. “Agora é noiz”.  O Príncipe do Gueto foi colocado na grade oficial da prefeitura como a última atração do domingo de Micareta (01 de maio). Mais atrás veio um trio com músicos independentes da cidade: Roça Sound e Africania. E mais um pouco depois os gatos pingados dançaram e divertiram-se do jeito que acharam que devem, no resquício do que ficou de um point universitário.

Frutos e pecados? Dizer mais o quê? Em ritmo de parada musical talvez não micaretesca, mas já que vale a mistura... “onde está o dinheiro? O gato comeu, o gato comeu. E ninguém viu, o gato fugiu, o gato fugiu. O seu paradeiro está no estrangeiro. Onde está o dinheiro?”. E que tal pensarmos juntos? Até 2017, ou não. Até a Copa. Melhor ou pior, até as eleições 2016.

 

Por Laísa Melo

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